quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Relações Públlicas: Ciências Sociais aplicadas Sim Senhor!!



Olá Pessoal!
Na segunda feira eu e meu amigo de sala Artur Capareli apresentamos um seminário sobre as implicações da nossa área nas teorias de Democracia e Cidadania.
O objetivo da apresentação era despertar o interesse dos alunos para o posterior aprofundamento das teorias. Sob o respaldo do livro de Kunsch "Relações Públicas Comunitárias: a comunicação numa perspectiva dialógica e transformadora" apontamos a importância do profissional na construção da cidadania.Para tal comprometimento a autora reflete sobre a necessidade de compreensão da lógica do mercado e da lógica social, afim de estabelecer o equilíbrio entre estas instâncias e gerir os conflitos nesse contexto.
Nesse sentido percebe-se que a atuação do profissional ganha abrangência e maior integração diante da execução de projetos sociais nas organizações.
No final do seminário apresentamos o vídeo de divulgação do site: www.cidadedemocratica.org.br
Você parou para pensar o quanto as teorias de democracia e cidadania podem e devem fundamentar nossa atuação?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O paradigma do RP no mercado terceirizado.

No mês de Junho, tivemos que apresentar um seminário na matéria de Realidade Socioeconômica e Política do Brasil. O meu grupo escolheu analisar a atuação do RP no mercado terceirizado. Discutimos as teorias de Relações Públicas e chegamos à alguns questionamentos.



Primeiro selecionamos algumas teorias, dentre elas, a definição de Relações Públicas segundo a ABRP, a qual fala que "é a atividade e o esforço deliberado, planejado e contínuo para estabelecer e manter a compreensão mútua entre uma instituição pública ou privada e os grupos de pessoas a que esteja, direta ou indiretamente, ligada".


Aí, começamos a refletir sobre o assunto, e surgiram os questionamentos:


Como o profissional de Relações Públicas consegue “estabelecer e manter a compreensão mútua” entre os diversos públicos ligados a organização, onde as atividades “meio” não são exercidas por ela, e às vezes também, fora de seu corpo físico?


Como planejar e estabelecer ações comunicacionais efetivas com pessoas e/ou empresas que possuem já um prazo estabelecido de contratação?


Outra definição de RP que chamou nossa atenção foi a de Simões (saiba mais sobre a teoria), que por sinal é muito boa. Na teoria!



Segundo ele o RP tem uma função organizacional política, que contribui com o "conjunto de programas de ação (políticas, normas, procedimentos, atividades, serviço e produtos) para a integração dos interesses comuns e específicos da organização com os seus públicos, evitando o conflito e levando-os ao estágio de cooperação e, assim, à consecução da missão da organização”.



A atividade do profissional de Relações Públicas se baseia na função organizacional política, certo?


Logo ele é provedor da democratização organizacional e da cooperação mútua, porém, como realizar essas tarefas frente à precarização do trabalho?


Como promover democracia em uma instituição, que é possuidora de serviços terceirizados a fim de reduzir os custos de mão-de-obra, preferindo não possuir vínculos empregatícios?


A organização que opta pela terceirização, se isenta de oferecer responsabilidades e direitos para o trabalhador.


Como o RP estabelecerá a cooperação mútua dessa relação? Quais são desafios para se criar vínculos de relacionamento entre os terceirizados, a organização e os funcionários?



Relações Públicas com o Rei na Barriga!!!!


Estava eu desenvolvendo um trabalho para a facul sobre Terceirização (clique aqui), quando me dei conta de como as pessoas assimilavam a realidade da profissão de Relações Públicas.

Analisando o tema , as pessoas tinham uma visão superior e confortável e, em meu ponto de vista, Bizzarra sobre o assunto.
Surgiram coisas do tipo:

" Nós, profissionais de RP, temos que zelar pelo bom relacionamento entre os terceirizados e os funcionários da empresa" ( Até ai, tudo bem, mesmo sabendo que a terceirização é uma forma de precarização do trabalho)

" Seria uma boa fazer um Jornal Mural para os terceirizados" (o.O não faz nenhum sentido)

E a mais bizzarra de todas:
" Na verdade eu acho que cada um tem o seu lugar, não se deve misturar terceirizados com funcionários da empresa, eles devem saber o seu lugar" (MEDO!!!)

Fiquei indignada com as pessoas que tem um Rei na Barriga e acham q tudo é perfeito e que eles são o máximo!! Por favor, né??? Já é o Quarto ano de RP e a galera não tem noção do que é democracia??

O que me preocupa é que essas pessoas vão se formar e ainda não enxergam a realidade, muito menos se acham parte dela.

Como por exemplo, a maioria dos alunos afirma que são empreenderores e que qndo sairem da facul vão abrir uma Agência de Comunicação!
Liiiiindo, um sonho perfeito, mas uma pesquisa, (na integra aqui) afirma que o que acontece é o empredendorismo por necessidade ( saiba o que é) e que a maioria dessas agências fecha em menos de 2 anos!!!!
Ou seja, essas pessoas que se acham tão superiores a ponto de menosprezar seus próprios públicos, mal sabem que estão no mesmo saco da terceirização, pois a tão sonhada agência de comunicação, nada mais é do que um trabalho terceirizado.

Qual será o futuro da nossa profissão se não nos considerarmos parte do todo??
Morte ao Rei na Barriga!!!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Relações Públicas Opção pelo cidadão!

Na locura e desepero na busca de referencial teórico para o temido TCC , me deparei com um livro que mudou meu ponto de vista sobre a profissão.

Relações públicas: opção pelo cidadão” de Roberto Fonseca Vieira. Nele o autor destaca reflexões sobre o comprometimento do profissional para com a cidadania, seja na mediação de conflitos e atritos sociais, seja transformando os problemas vigentes na sociedade como fatores estimulantes da participação social.

No entanto estamos sempre preocupados em persuadir, vender, comunicar, promover, informar a quem? O público-alvo! (confira aqui)

Muitas vezes nos focamos em público-alvo, como se esse público já estivesse formado, esquecendo que com a nossa base humanística e conhecimento prático somos capazes de formar uma opinião pública, enfim podemos definir o público a ser trabalhado.

Atribuído dessa capacidade o Relações Públicas desempenha um papel extremamente importante diante da democracia, pois garante a manutenção e extensão dos direitos do cidadão, assim como pode criar uma esfera pública participativa, tanto no âmbito político, cultural e social.

E você já parou para pensar nessa vertente democrática? Quais as ações e planejamentos comunicacionais você conseguiu se desvincular da idéia convencional de público-alvo?

Bem-vindo ao Social RP!

A partir de hoje, 24 de junho, está no ar o blog Social RP. Abrimos este espaço para nós estudantes, profissionais e futuros profissionais de Relações Públicas ansiosos e angustiados pelo que o mercado de trabalho nos promete.

À luz da recente decisão do STF, de excluir a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercer tal função (veja aqui) (veja tbm), uma dúvida nos rodeia.
Será que o RP também vai passar por isso?

Tantos profissionais que nunca estudaram ou completaram um curso de Comunicação Social concorrem e às vezes até ganham uma vaga de Relações Públicas. Nosso código de ética (veja aqui), inclusive, abre esta brecha para àqueles que não têm o diploma, mas que, por experiência e competência, exercem nossa função na "ilegalidade".

Será que 4 anos de faculdade serão jogados fora também para os profissionais de RP?
É mais uma angústia que preenche nosso tempo de dúvidas e incertezas.

Sejam bem-vindos ao nosso blog e reflitam, junto com a gente, sobre nós mesmos!!