Olá Pessoal! Na segunda feira eu e meu amigo de sala Artur Capareli apresentamos um seminário sobre as implicações da nossa área nas teorias de Democracia e Cidadania. O objetivo da apresentação era despertar o interesse dos alunos para o posterior aprofundamento das teorias. Sob o respaldo do livro de Kunsch "Relações Públicas Comunitárias: a comunicação numa perspectiva dialógica e transformadora" apontamos a importância do profissional na construção da cidadania.Para tal comprometimento a autora reflete sobre a necessidade de compreensão da lógica do mercado e da lógica social, afim de estabelecer o equilíbrio entre estas instâncias e gerir os conflitos nesse contexto. Nesse sentido percebe-se que a atuação do profissional ganha abrangência e maior integração diante da execução de projetos sociais nas organizações. No final do seminário apresentamos o vídeo de divulgação do site: www.cidadedemocratica.org.br Você parou para pensar o quanto as teorias de democracia e cidadania podem e devem fundamentar nossa atuação?
No mês de Junho, tivemos que apresentar um seminário na matéria de Realidade Socioeconômica e Política do Brasil. O meu grupo escolheu analisar a atuação do RP no mercado terceirizado. Discutimos as teorias de Relações Públicas e chegamos à alguns questionamentos.
Primeiro selecionamos algumas teorias, dentre elas, a definição de Relações Públicas segundo a ABRP, a qual fala que "é a atividade e o esforço deliberado, planejado e contínuo para estabelecer e manter a compreensão mútua entre uma instituição pública ou privada e os grupos de pessoas a que esteja, direta ou indiretamente, ligada".
Aí, começamos a refletir sobre o assunto, e surgiram os questionamentos:
Como o profissional de Relações Públicas consegue “estabelecer e manter a compreensão mútua” entre os diversos públicos ligados a organização, onde as atividades “meio” não são exercidas por ela, e às vezes também, fora de seu corpo físico?
Como planejar e estabelecer ações comunicacionais efetivas com pessoas e/ou empresas que possuem já um prazo estabelecido de contratação?
Outra definição de RP que chamou nossa atenção foi a de Simões (saiba mais sobre a teoria), que por sinal é muito boa. Na teoria!
Segundo ele o RP tem umafunção organizacional política, que contribui com o "conjunto de programas de ação (políticas, normas, procedimentos, atividades, serviço e produtos) para a integração dos interesses comuns e específicos da organização com os seus públicos, evitando o conflito e levando-os ao estágio de cooperação e, assim, à consecução da missão da organização”.
A atividade do profissional de Relações Públicas se baseia na função organizacional política, certo?
Logo ele é provedor da democratização organizacional e da cooperação mútua, porém, como realizar essas tarefas frente à precarização do trabalho?
Como promover democracia em uma instituição, que é possuidora de serviços terceirizados a fim de reduzir os custos de mão-de-obra, preferindo não possuir vínculos empregatícios?
A organização que opta pela terceirização, se isenta de oferecer responsabilidades e direitos para o trabalhador.
Como o RP estabelecerá a cooperação mútua dessa relação? Quais são desafios para se criar vínculos de relacionamento entre os terceirizados, a organização e os funcionários?
Estava eu desenvolvendo um trabalho para a facul sobre Terceirização (clique aqui), quando me dei conta de como as pessoas assimilavam a realidade da profissão de Relações Públicas.
Analisando o tema , as pessoas tinham uma visão superior e confortável e, em meu ponto de vista, Bizzarra sobre o assunto. Surgiram coisas do tipo:
" Nós, profissionais de RP, temos que zelar pelo bom relacionamento entre os terceirizados e os funcionários da empresa" ( Até ai, tudo bem, mesmo sabendo que a terceirização é uma forma de precarização do trabalho)
" Seria uma boa fazer um Jornal Mural para os terceirizados" (o.O não faz nenhum sentido)
E a mais bizzarra de todas: " Na verdade eu acho que cada um tem o seu lugar, não se deve misturar terceirizados com funcionários da empresa, eles devem saber o seu lugar" (MEDO!!!)
Fiquei indignada com as pessoas que tem um Rei na Barriga e acham q tudo é perfeito e que eles são o máximo!! Por favor, né??? Já é o Quarto ano de RP e a galera não tem noção do que é democracia??
O que me preocupa é que essas pessoas vão se formar e ainda não enxergam a realidade, muito menos se acham parte dela.
Como por exemplo, a maioria dos alunos afirma que são empreenderores e que qndo sairem da facul vão abrir uma Agência de Comunicação! Liiiiindo, um sonho perfeito, mas uma pesquisa, (na integra aqui) afirma que o que acontece é o empredendorismo por necessidade ( saiba o que é) e que a maioria dessas agências fecha em menos de 2 anos!!!! Ou seja, essas pessoas que se acham tão superiores a ponto de menosprezar seus próprios públicos, mal sabem que estão no mesmo saco da terceirização, pois a tão sonhada agência de comunicação, nada mais é do que um trabalho terceirizado.
Qual será o futuro da nossa profissão se não nos considerarmos parte do todo?? Morte ao Rei na Barriga!!!
Na locura e desepero na busca de referencial teórico para o temido TCC , me deparei com um livro que mudou meu ponto de vista sobre a profissão.
“Relações públicas: opção pelo cidadão”de Roberto Fonseca Vieira. Nele o autor destaca reflexões sobre o comprometimento do profissional para com a cidadania, seja na mediação de conflitos e atritos sociais, seja transformando os problemas vigentes na sociedade como fatores estimulantes da participação social.
No entanto estamos sempre preocupados em persuadir, vender, comunicar, promover, informar a quem? O público-alvo!(confira aqui)
Muitas vezes nos focamos em público-alvo, como se esse público já estivesse formado, esquecendo que com a nossa base humanística e conhecimento prático somos capazes de formar uma opinião pública, enfim podemos definir o público a ser trabalhado.
Atribuído dessa capacidade o Relações Públicas desempenha um papel extremamente importante diante da democracia, pois garante a manutenção e extensão dos direitos do cidadão, assim como pode criar uma esfera pública participativa, tanto no âmbito político, cultural e social.
E você já parou para pensar nessa vertente democrática? Quais as ações e planejamentos comunicacionais você conseguiu se desvincular da idéia convencional de público-alvo?
A partir de hoje, 24 de junho, está no ar o blog Social RP. Abrimos este espaço para nós estudantes, profissionais e futuros profissionais de Relações Públicas ansiosos e angustiados pelo que o mercado de trabalho nos promete.
À luz da recente decisão do STF, de excluir a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercer tal função (veja aqui) (veja tbm), uma dúvida nos rodeia. Será que o RP também vai passar por isso?
Tantos profissionais que nunca estudaram ou completaram um curso de Comunicação Social concorrem e às vezes até ganham uma vaga de Relações Públicas. Nosso código de ética (veja aqui), inclusive, abre esta brecha para àqueles que não têm o diploma, mas que, por experiência e competência, exercem nossa função na "ilegalidade".
Será que 4 anos de faculdade serão jogados fora também para os profissionais de RP? É mais uma angústia que preenche nosso tempo de dúvidas e incertezas.
Sejam bem-vindos ao nosso blog e reflitam, junto com a gente, sobre nós mesmos!!