quinta-feira, 2 de julho de 2009

O paradigma do RP no mercado terceirizado.

No mês de Junho, tivemos que apresentar um seminário na matéria de Realidade Socioeconômica e Política do Brasil. O meu grupo escolheu analisar a atuação do RP no mercado terceirizado. Discutimos as teorias de Relações Públicas e chegamos à alguns questionamentos.



Primeiro selecionamos algumas teorias, dentre elas, a definição de Relações Públicas segundo a ABRP, a qual fala que "é a atividade e o esforço deliberado, planejado e contínuo para estabelecer e manter a compreensão mútua entre uma instituição pública ou privada e os grupos de pessoas a que esteja, direta ou indiretamente, ligada".


Aí, começamos a refletir sobre o assunto, e surgiram os questionamentos:


Como o profissional de Relações Públicas consegue “estabelecer e manter a compreensão mútua” entre os diversos públicos ligados a organização, onde as atividades “meio” não são exercidas por ela, e às vezes também, fora de seu corpo físico?


Como planejar e estabelecer ações comunicacionais efetivas com pessoas e/ou empresas que possuem já um prazo estabelecido de contratação?


Outra definição de RP que chamou nossa atenção foi a de Simões (saiba mais sobre a teoria), que por sinal é muito boa. Na teoria!



Segundo ele o RP tem uma função organizacional política, que contribui com o "conjunto de programas de ação (políticas, normas, procedimentos, atividades, serviço e produtos) para a integração dos interesses comuns e específicos da organização com os seus públicos, evitando o conflito e levando-os ao estágio de cooperação e, assim, à consecução da missão da organização”.



A atividade do profissional de Relações Públicas se baseia na função organizacional política, certo?


Logo ele é provedor da democratização organizacional e da cooperação mútua, porém, como realizar essas tarefas frente à precarização do trabalho?


Como promover democracia em uma instituição, que é possuidora de serviços terceirizados a fim de reduzir os custos de mão-de-obra, preferindo não possuir vínculos empregatícios?


A organização que opta pela terceirização, se isenta de oferecer responsabilidades e direitos para o trabalhador.


Como o RP estabelecerá a cooperação mútua dessa relação? Quais são desafios para se criar vínculos de relacionamento entre os terceirizados, a organização e os funcionários?



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